sexta-feira, fevereiro 20

Indivisível

 Não sei quantificar a dor do amor...

Mas, às vezes , o adeus 
anda de mãos dadas com o até breve.
Não sei se te odeio por te amar tanto,
ou se te odeio por você ser tão fraco e egoísta.
Ou talvez simplesmente eu te odeie,
por você ter um coração 
tão monossilábico e uma boca articulada.
Mas sei que, apesar do clichê, quem ama cuida.
Quem ama se limpa, quem ama tem fé e resiste.
E no seu olhar, eu só vi o brilho do seu ego... 
Nos teus dias, enxerguei as invenções 
com as quais você escondia seus erros.
Pensei que pudesse ter amor próprio,
mas nem isso você possui.
Além de não cuidar do nosso jardim, 
permitiu as ervas daninhas.
Deixou-me ir aos poucos,
roubou minha alegria,
e quanto mais eu falava,
mais você zombava.
Eu te odeioooooo!
Mas ainda te amo, 
mesmo não te querendo.
E não me permito querer,
não me permito lembrar daquilo
que só eu vivi.

Sei bem o que fui pra você,
e odeio saber tanto... mas sei!

E tudo é indivisível...

— Flor Morenna

19/02/2026 ás 23:00 hs

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